sexta-feira, julho 21, 2006

Venda cruzada x Venda empurrada

Indicar produtos complementares ao cliente quando ele faz uma compra é uma ótima maneira de atingir ou aumentar seu ticket médio.

O único detalhe é que o produto oferecido tem que apresentar ao menos uma relação mínima com aquilo que o cliente já está comprando.

Um exemplo de como não fazer isso é o Submarino que tem um algoritmo de venda cruzada um tanto quanto bizarro.

Qual seria a relação que um livro sobre planejamento estratégico (de administração e negócios) teria com um caderno universitário do Ursinho Pooh ou da Cinderela?

segunda-feira, julho 17, 2006

Escolhendo palavras-chave com cuidado

Ao utilizar um sistema de links patrocinados tenha o cuidado de escolher palavras-chave que não dependam de um contexto para serem compreendidas.

No exemplo abaixo as duas empresas em destaque compraram a palavra "contato" para seus anúncios de "lentes de contato". O problema é que a palavra "contato" pode ser utilizada em outras ocasiões, que não tem relação nenhuma com o sentido proposto, como nesse e-mail que recebi.

Dependendo da palavra escolhida isso eleva absurdamente o número de impressões realizadas pelo sistema, jogando para baixo o taxa de cliques (número de impressões / cliques), levando à uma interpretação errada do desempenho da campanha.

sexta-feira, julho 14, 2006

O que todo bom profissional de marketing deveria saber

Seth Godin, famoso autor de livros de marketing, fez uma lista sobre tudo o que um bom profissional de marketing deveria saber. Essa lista foi uma resposta à um artigo publicado no jornal New York Times.

Você pode ler a lista original em inglês (PDF), ou entao a versão traduzida/adaptada para o português (PDF). Tentei manter o mesmo formado da lista original bem como adaptar o sentido de algumas frases durante a tradução. Bom proveito! =)

sábado, julho 08, 2006

A importância do foco

O seu site é sinônimo do quê? O que ele faz de melhor que o torna único? Se você precisasse resumir tudo o que seu site faz em apenas uma palavra você conseguiria?

Tornar-se sinônimo para uma categoria é a rota de sucesso em qualquer negócio, basta tomar como exemplo o Google (buscas), Flickr (fotos), Orkut (comunidades), Blogger (blog), Ebay (leilão) e Youtube (vídeos).

Todos eles são ótimas soluções para um tipo específico de tarefa, ou seja, são extremamente focados.

No entanto, com o passar do tempo, um grande número deles comete o erro clássico de agregar mais e mais serviços e funcionalidades na tentativa de agradar a todos, distanciando-se cada vez mais daquilo que sabem fazer de melhor, quando na verdade deveriam estar buscando maneiras de melhorar aquilo que já fazem.

Esse tipo de estratégia fez o Yahoo! perder sua liderança para o Google, ao deixar de focar em seu negócio principal (buscas) e passar a oferecer os mais variados serviços como e-mail, notícias, álbum de fotos e bate-papo, tudo isso atrelado ao nome Yahoo!.

Ao tentar relacionar muitas coisas a um mesmo nome você acaba por enfraquece-lo, dando espaço para que um concorrente mais focado tome a sua posição.

Prova disso é o fato de que o Google hoje detém sozinho 46% do mercado de busca, mais do que o Yahoo! e o MSN juntos.

Quando o Google decidiu lançar um site de comunidades virtuais ele agiu corretamente e não o batizou de “Google comunidades”, mas sim de “Orkut”, o mesmo valeu para seu sistema de fotos on-line, chamado de “Picassa” ao invés de “Google fotos”, como também o sistema de blogs que manteve o nome original “Blogger” ao ser adquirido pela empresa, ao invés de “Google blogs”.

Porém até mesmo o Google erra de vez em quando, batizando vários produtos com o nome original. Existem desde sistemas para localizar táxis, chamado “Google Ride Finder”, desenvolvimento de páginas “Google Page Creator” e planilhas “Google Spreadsheets”. A diferença é que todos esses serviços têm baixíssima expressividade e não competem diretamente com ninguém, o que ameniza um pouco o impacto negativo que poderiam trazer.

Um exemplo de como esse erro pode custar caro é o seu sistema de vídeos on-line, o Google Video que vive às sombras de um concorrente muito mais focado, o Youtube.

Enquanto o Youtube lidera em sua categoria com 41,9% de mercado o Google Video fica em quinto lugar com apenas 6,1%, atrás do Myspace Videos, MSN Video Search e do Yahoo Video Search, ganhando apenas da AOL Video.

Isso acontece porque a palavra “Google” já está intimamente ligada ao significado de “busca”. Tão ligada que recentemente foi adicionada ao dicionário Webster com essa exata definição.

O mesmo vale para “Youtube” que já esta se tornando sinônimo de “vídeo”.

Como disse Ricardo Saldanha: “Tudo para todos = nada para ninguém”.

quinta-feira, julho 06, 2006

Google por dentro

A detailed description of how the new Googleplex was designed and built in a way that balances its utopian desire for transparency with its very real need for privacy.

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quarta-feira, julho 05, 2006

Sobre sites e blogs

Seth Godin fala sobre sites e blogs em 2 e-books gratuitos, em inglês, 40 páginas cada (PDF).

segunda-feira, julho 03, 2006

Faça alguma coisa!

Jack Welch diz: "Se você não é o número 1 ou o número 2, conserte, feche ou venda"

quarta-feira, junho 21, 2006

Modéstia à parte...

Como é bom ser cliente dos sites de comério eletrônico no país! Todos eles tem as melhores seleções de produtos, os melhores preços e as melhores condições de pagamento!

Não bastasse, todos fazem questão de deixar isso bem claro para seus clientes. Alguns mais explicitamente, como no caso do Ponto Frio, logo na página inicial.









Alguns são mais discretos, como a Americanas









E o Submarino











Mais interessante é que a definição de "melhor" segundo o Houaiss é "aquilo ou aquele que em seu gênero é considerado superior a tudo ou a todos"

Como é que 3 empresas diferentes podem ser superiores umas às outras se elas já são "a melhor"? Será que vão criar o termo "a mais melhor"? (Professor Pasquale que me desculpe)

Mas a pergunta que não quer calar é a seguinte: será que o pessoal do Ponto Frio, Americanas, Submarino e todos os outros realmente acreditam que isso faz alguma diferença para quem está comprando? Ou ainda, será que alguém acredita que o que eles dizem é verdade?

quinta-feira, junho 08, 2006

(In)diferenciação 2

Seguindo a mesma linha do artigo anterior vamos agora falar um pouco sobre comércio eletrônico.

O que vemos hoje é que, independente do tamanho, todos os sites de comércio eletrônico seguem a mesma estratégia competitiva: oferecer a maior quantidade de produtos, pelo menor preço possível.

Esse tipo de estratégia pode até funcionar durante um curto prazo de tempo, para motivar novos clientes a efetuarem sua primeira compra, ou para ganhar clientes da concorrência. No entanto a médio e longo prazo ela torna-se perigosa, pois quanto mais a empresa foca no aspecto “preço baixo” mais ela tem que sacrificar seu lucro, até que uma hora o negócio torna-se inviável ou insustentável.

Não existe nada errado em adotar a estratégia “preço baixo”, no entanto saiba que isso depende de uma ótima organização de todos os processos por parte da empresa, ganho de escala (comprar em grandes quantidades), um alto poder de barganha com os seus fornecedores e capital de giro, só para citar alguns.

O problema é que se todos os participantes do mercado adotam a mesma estratégia ela deixa de ser um diferencial e passa a se tornar um pré-requisito.

Faça uma pesquisa utilizando um sistema de comparação de preços e você vai verificar que todas as lojas oferecem os mesmos produtos com praticamente os mesmos preços, mesmas condições de pagamento e prazo de entrega.

Como fazer então para atrair a atenção do possível consumidor no meio de tantos outros?

Vou citar como exemplo um site americano chamado Woot (woot.com), que vai contra tudo o que os sites de comércio eletrônico exploram hoje no Brasil.

O pessoal do Woot trabalha de uma maneira totalmente diferente, vendendo apenas um produto por vez. Cada dia um produto diferente. As vendas ocorrem da 0 horas até as 23:59 quando então um novo produto toma o seu lugar. Caso o estoque acabe antes das 23:59 as vendas são encerradas.

Todos os produtos oferecidos já estão em estoque, ou seja, o prazo de entrega é muito menor. Não é necessário esperar que um fornecedor envie o produto para que então ele seja despachado.

Além disso, o Woot não oferece suporte on-line, não dispõe de um telefone para atendimento ao consumidor e não aceita trocas e muito menos devoluções.

Toda a responsabilidade pelo suporte ou garantia dos produtos é transferida ao fabricante, ou seja, se o seu produto apresenta um defeito ou não funciona como deveria, entre no Google, ligue para o fabricante ou fale com alguém que possa saber a resposta.

Pode até parecer difícil que um modelo de negócios como esse prospere, mas na verdade ele vai muito bem.

O tempo médio que um produto leva para começar a ser vendido após ter sido colocado no site é de menos de um minuto, sendo que em alguns casos leva apenas segundos, muitas vezes esgotando o estoque antes mesmo do final do dia.

O número de novos compradores é relativamente baixo, representando em média 20% das compras, ou seja, a fidelização dos clientes é muito alta, todos eles já fizeram compras antes e estão retornando para comprar novamente. Tudo isso sem ter que oferecer cupons de desconto, frete grátis, ou qualquer outra forma de motivação.

Tudo isso é possível apenas porque o pessoal do Woot optou pela diferenciação. Quantos sites você conhece que optaram por esse modelo, se é que algum?

Analise por outro lado, quantos sites você conhece que seguem a velha fórmula do Submarino, Americanas, FNAC, Magazine Luiza, Ponto Frio, Extra, entre tantos outros? Qual a diferença substancial entre todos eles, se é que alguma?

Hoje é muito simples ter um comércio eletrônico, sendo que existem empresas que alugam sistemas já prontos, ficando o empresário responsável apenas por receber os pedidos e despachar as mercadorias.

Entretanto, um site de comércio eletrônico é apenas uma estrutura sobre a qual você deve construir os diferenciais de sua empresa e descobrir meios de cativar seus clientes.

Antes de começar, faça uma pesquisa entre seus possíveis concorrentes, veja quais diferenciais podem ser explorados e partir daí desenvolva seu plano de negócios.

Lembre-se do que disse Peter Drucker: Os resultados são obtidos pelo aproveitamento das oportunidades e não pela solução de problemas.

quarta-feira, junho 07, 2006

(In)diferenciação

Como é que você convence um possível cliente a comprar de você quando o seu produto, seu preço e sua condição de pagamento são exatamente as mesmas do concorrente?

Um bom começo seria não anunciar exatamente no mesmo lugar que ele. Nesse caso "eles".

sexta-feira, junho 02, 2006

Esconde-esconde

Propagandas invasivas não só possuem um baixo retorno como também desgastam a imagem da marca.

No entanto um mínimo de exposição é indispensável para que o usuário possa pelo menos ver a propaganda.

Parecem que se esqueceram desse detalhe no portal Universia.















Não conseguiu achar? Olhe a imagem abaixo

quarta-feira, maio 31, 2006

Como não fazer um formulário

Formulários devem ser simples, com instruções bem definidas, validação de dados e se possível capazes de tratarem erros antes do usuário clicar em "envair".

Observe o formulário abaixo, ele tem 16 campos, sendo que todos são obrigatórios. No entanto você só fica sabendo disso depois que tenta enviá-lo.

Além disso ele contém campos que não são necessários no momento. Como por exemplo "endereço" e "CEP" (um dado sempre problemático e que nesse caso não serve para nada).
























Como se não bastasse, você pode preencher os campos numéricos (CEP, telefone) e de e-mail com qualquer coisa, como eu fiz nesse exemplo abaixo, sem que exista qualquer forma de validação.
























E, por final, é sempre bom ter um redator, jornalista ou qualquer pessoa que saiba corrigir um texto para evitar erros grosseiros como esse abaixo.

sexta-feira, maio 26, 2006

Série “Perguntas que eu gostaria de ver respondidas”

Se até uma empresa fundada há mais de 70 anos, presente em dezenas de países, com um faturamento superior a R$ 130 bilhões e um lucro líquido que ultrapassou R$ 6,5 bilhões no último ano, fabricante de um produto que é sonho de consumo e conhecido por todos, que nem precisa fazer anúncios para conseguir vender seu produto que custa dezenas de milhares de dólares, se até essa empresa se preocupa tanto com sua presença on-line a ponto de trapacear o algoritmo PageRank (e ser punida) para aparecer em primeiro lugar no Google, porque é que as pequenas empresas, aquelas das quais ninguém nunca ouviu falar, que precisam de muito mais exposição, não encaram a internet como uma coisa séria?

Respostas podem ser postadas nos comentários ou no meu e-mail (luigui@adi3.com.br)

quarta-feira, maio 24, 2006

Mídia internet








Quem não assistiu às palestras pode baixar nos próximos dias os arquivos de vídeo e áudio, no próprio site.

Nota 10 para:
  • Transmissão ao vivo pela internet, ótima qualidade de som e imagem
  • Fábia Juliasz (IBOPE//NetRatings) e Flávio Ferrari (IBOPEMedia Information)
  • Nizan Guanaes e Suzana Apelbaum (Africa)
  • Mike Yardley (VML/WPP)
  • Perguntas e respostas
Nota 0 para:
  • Atraso no início das palestras e consequentemente a necessidade de correr muito com conteúdo para acompanhar o cronograma
  • Nick Hiddleston (ZenithOptimedia) : a palestra pode até ter sido interessante porém a dublagem foi horrível e o som estava péssimo
  • Luis Frias (Presidente do UOL) : basicamente 30 minutos de propaganda vangloriando os serviços do UOL, dizendo como eles são melhores que os outros provedores (Terra) a superioridade dos serviços de busca, email e voip em relação ao Google, GMail e Skype respectivamente e outras coisas que só interessam a eles mesmos
  • Flávio Jansen : tirando toda propaganda do Submarino o resto da palestra foi superficial, poderia ter sido muito melhor

terça-feira, maio 23, 2006

Blá generator

Criado pela Agência Click, o Blá generator é uma brincadeira em flash que cria termos como "Photoblaster Massive Multitask 2.0" ou ainda "Motionbla cutting edge site 8.6".

Basta selecionar sua área de atuação e o local onde o termo vai ser empregado.



















Saiu primeiro no blog do Marcelo Sant'Iago

sexta-feira, maio 19, 2006

Mais amador impossível
















(clique para ampliar)

Por que fazer como o Submarino, Oi Fotos, Fotoptica, Mago das imagens e E-fotos , investir em pesquisa, tecnologia, equipe, propaganda, planejamento de marketing e todos os outros elementos de um negócio sério e profissional na internet ?

Basta você criar um e-mail, de preferência gratuito para não ter que gastar dinheiro com o registro de um domínio, e colocar um banner em um site qualquer, anunciando seu serviço de revelação de fotos, e esperar que as pessoas utilizem seu serviço.

Retorno garantido!

quinta-feira, maio 18, 2006

Cuidado com o que você fala (e como você fala)













Tradução :
"Se você falasse com as pessoas do mesmo modo como as propagandas falam, elas te dariam um soco na cara".
Retirado do Gapin Void

sexta-feira, maio 12, 2006

Como não conduzir um projeto














Tradução
  1. Quadro 1 (Finalizando o projeto com o cliente)
    1. O orçamento e cronograma parecem bons
    2. Sim, mas nós esquecemos de colocar um teste de usabilidade
    3. Teste de usabilidade? O que é isso?
  2. Quadro 2
    1. Não tenho idéia, mas está na nossa lista. É fazer o site ficar bonito, eu acho.
    2. Hum... espera aí, deixa eu ver
  3. Quadro 3
    1. Eu tenho 75 centavos, será que é suficiente?
    2. Ótimo! Vamos colocar uma hora ou duas no final do projeto... pronto!
Fonte OK-Cancel

sexta-feira, maio 05, 2006

Ponto-com e ponto-final

Um grande número de empresas, de todos os tipos, possui hoje alguma forma de presença on-line. Pode ser um site institucional, um catálogo de produtos, um brandsite, um comércio eletrônico ou qualquer outro formato que se possa imaginar.

Isso acontece porque é muito fácil registrar um domínio, contratar uma hospedagem e pedir para um sobrinho webdesigner “fazer um site”. Ou seja, têm um site apenas pelo fato de que podem ter. É o tipo de empresa que quer ter um site, de qualquer jeito, não importa para quê. O importante é ter o site porque todos têm e só depois descobrir para quê ele serve.

Um dos pontos cruciais para uma presença on-line bem sucedida começa com o planejamento. É preciso inicialmente decidir qual será a finalidade do site pra depois implantar o projeto, e não o contrário. Essa é uma situação na qual a ordem dos fatores altera sim, e muito, o produto.

Basicamente existem duas abordagens a serem seguidas:

Na primeira a empresa utiliza o site para complementar sua comunicação com os clientes, ou seja, ele atua como uma extensão, um meio e não como um fim. As pessoas utilizam o site para obter mais informações sobre seu produto, serviço, conhecer sua empresa e verificar se vale à pena fazer negócios com você.

A efetivação do negócio não acontece on-line, mas sim com uma visita do cliente à sua loja, ao supermercado, com a visita de um representante ao cliente, com o envio de um catálogo, com um telefonema ou qualquer outro meio que não a internet.

Na segunda abordagem a empresa utiliza o site como um fim, ou seja como um negócio com vida própria. O site é o lugar onde o cliente vai para efetivar uma ação, que pode ser comprar um produto, contratar um serviço, inscrever-se para um vestibular, um curso, preencher um formulário ou qualquer outra coisa.

O site é a única interface entre o cliente e a empresa. Em uma analogia com o mundo real ele é ao mesmo tempo o vendedor, o caixa e o empacotador; a hostess, o garçom e o cozinheiro; ou seja, é ele quem recebe o cliente, informa sobre o produto, efetua a venda, recebe o dinheiro e faz a entrega.

Parece tudo muito simples, mas é justamente aí que mora o perigo. As coisas mais simples são as que recebem menos atenção e as que mais influenciam no resultado final.

Recentemente acessei o site de uma empresa onde, entre inúmeros outros problemas, era necessário preencher um cadastro de 15 campos, incluindo CPF, RG, CNPJ, IE, telefone e endereço completo para, após meu cadastro ter sido analisado eu finalmente ter acesso ao catálogo de produtos.

Você deve estar imaginando que se trata de uma empresa que vende algo que merece um cuidado extremo, algo como material radioativo ou similar, não é mesmo? Quase: é uma fábrica/loja de bolsas femininas.

Quando é que, no mundo real, um vendedor pediria para ver minha identidade, CPF e fornecer meu telefone e endereço completo antes que eu pudesse entrar na loja para conferir os produtos? Nunca!

Quando é que essa empresa vai ter resultados com a internet? Nunca também.

Ter um site apenas por ter é bobagem, como bem disse Dionísio : “Seja sua fala melhor do que o silêncio, ou então fique calado”.

quinta-feira, maio 04, 2006

Manifesto da interatividade

Escrito pela Agência Click, disponível no site e publicado na revista Propaganda em março/2006.



Manifesto da interatividade
Ou sobre física, biologia, estradas de oito pistas e outras histórias

"É sábio revelar o que não se pode ocultar", já dizia o poeta alemão Friedrich Schiller*. Concordamos em gênero, número e grau. Por isso vamos demonstrar aqui o que todo mundo, anunciantes, veículos e agências, já deveria saber: a velha propaganda, tal como a conhecemos, agoniza. Respira por aparelhos, sobrevive por inércia. Foi atropelada. Pela velocidade espantosa de um fenômeno irreversível e inexorável: a interatividade.

Você percebeu o que aconteceu nos últimos 10 anos? Ainda se lembra do mundo sem internet, palms, mobile, messenger, sms, tv digital? Notou que não faz tanto tempo que o aparelho de TV reinava soberano, emitindo suas mensagens e conceitos, indiferente à opinião do telespectador sentado no sofá da sala?

Pois é, acabou a passividade. Surgiu a interatividade. O ambiente no qual é impossível impor uma verdade ou ponto-de-vista, porque a transparência é o seu DNA. No ambiente interativo, o consumidor deixa de ser receptor para ser interator. Ganha direito à réplica e à tréplica. Conquista o poder de interferir na informação e amplificá-la. E pode até se transformar numa nova mídia. Basta recorrer à história para perceber que, quando o poder da comunicação
está na mão de muitos, a manipulação não encontra o habitat ideal.

Vamos traçar um paralelo com a Física e a Biologia para entender melhor o que está acontecendo. Se você puxar pela memória, lá das aulinhas de Física do colégio, vai se lembrar que a velocidade de propagação de um fenômeno mecânico é maior ou menor, dependendo do meio. O som, por exemplo, se propaga melhor nos sólidos que nos líquidos. É isso: a comunicação encontrou o ambiente onde se propaga com uma velocidade incrível, os meios interativos.
E já que estamos falando de propagação, a Biologia nos ajuda lembrando que a palavra vem do latim propagare, e também se aplica à proliferação dos microorganismos que provocam as epidemias.

Propagação. Propaganda. Propagare. Viralidade. Interatividade. Entendeu? É a vocação natural da comunicação desde sempre, que se torna plena graças ao avanço da tecnologia digital. As marcas sempre dependeram das massas, mas a democratização do acesso aos meios interativos tornou o desafio da sobrevivência mercadológica ainda mais complexo. Agora, as marcas dependem de indivíduos. Milhões, bilhões de indivíduos. Com anseios, desejos e sonhos individuais. Mais além: indivíduos que, conectados em redes, podem construir percepções e destruir reputações num piscar de olhos.

Quem trabalha com marketing ou comunicação não pode fazer ouvido de mercador. Trata-se de uma revolução sem volta. Enquanto o destino de sociedades e mercados se altera para sempre, é ineficaz insistir na recomendação de investimentos em rótulos surrados. A questão não é se é off, on, ou below. A discussão não se resume à terminologia. Perguntamos: qual a disciplina da comunicação que, hoje, pode se dar ao luxo de não buscar soluções interativas? Por isso dizemos que a AgênciaClick não é online nem offline. É a agência da interatividade. Um punhado de gente
talentosa quebrando a cabeça e suando a camisa, diariamente, para entender esse tempo louco que estamos vivendo.

Insistimos: se ter audiência um dia foi privilégio de veículos, hoje passou a ser um direito de todo sujeito que pode fazer a sua voz ser ouvida pelo computador, pelo celular ou seja lá o que for. Foi por isso que a Katilce se transformou em poucas horas num fenômeno midiático avassalador, que sobreviveu e extrapolou em muito a sua fugaz exibição broadcast.

Afirmamos: o grande desafio do mercado da comunicação é tomar consciência da interatividade e da dimensão que ela já adquiriu na vida das pessoas. Não é um desafio simples. Mas a boa notícia para todos é que, nesse processo de aprendizado, ainda podemos lançar mão da mais avançada e revolucionária de todas as tecnologias e ferramentas: a velha e boa criatividade.

Considere tudo isso quando desenhar estratégias de comunicação para sua marca nos próximos anos. Certifique-se de que o seu plano é capaz de transformar a relação com o consumidor numa via de mão dupla de oito pistas, sem pedágio e com inúmeras saídas para estradas vicinais. Caso contrário, esqueça.

terça-feira, maio 02, 2006

Déjà vu

O problema apontado no post sobre empresas que não respondem aos e-mails dos clientes continua. Dessa vez foi a Democrata.

De nada adianta um site todo elaborado, em flash, cheio de recursos, se eles não cumprem o básico: responder aos contatos dos clientes.

Há quase 1 semana espero a resposta à pergunta enviada através do formulário do site. Até agora nada :(

segunda-feira, abril 24, 2006

No momento não podemos atendê-lo

O que significa um momento para você? Seria 1 minuto, 5 minutos, 1 hora, 1 dia, 1 semana?

Para a Reunidas Paulista, uma das maiores empresas de transporte rodoviário do estado de SP, o conceito é um tanto mais elástico.

Há mais de uma semana o sistema de compra/reserva de passagens está indisponível "no momento".

Em uma estranha coincidência eles anunciaram na capa do site uma nova central de atendimento, com "mais agilidade e mais eficiência por apenas R$ 0,04 o minuto para telefones fixos e R$ 0,44 o minuto para telefones celulares".

Por que facilitar a vida de seus clientes quando você pode complicar, não é mesmo?

Para quem não sabe a Reunidas é dona da ISIC, uma empresa que desenvolve serviços para a internet na área de conectividade, vpn, processamento remoto, entre outros.

Como diria o velho ditado : Casa de ferreiro, espeto de pau.

quinta-feira, abril 20, 2006

Behavioral marketing é show

Em 2006 serão investidos US$ 1,2 bilhões em ações de marketing "comportamental" nos EUA. A previsão para 2 anos é que esse volume passe para US$ 2,1 bilhões.













Todo esse otimismo tem como base 3 pontos principais :
  1. Melhores resultados para o anunciante, utilizando um baixo volume de impressões
  2. Maior lucro para os veículos, utilizando menos canais
  3. Maior aceitação por parte dos usuários pela grande relevância dos anúncios
Veja a matéria completa no eMarketer.

terça-feira, abril 18, 2006

Eu vou !







One Day Digital '06 - Planejamento de Marketing Digital 19.04.06

Participação de: Suzana Apelbam (Africa), Sérgio Muqnaini (Almap), Tatiana Gracia (Natura), Bartira Pontes (10 minutos).

domingo, abril 16, 2006

Chega de tanto WWW

Transformado em sinônimo de Internet a sigla WWW (World Wide Web) representa simplesmente um serviço (recurso) disponível na rede, assim como o e-mail, o ftp, etc.

Antigamente quando alguém fornecia o endereço de um site, ele era transcrito na forma completa http://www.xyz.com.br.

Além de ser redundante, ocupava tempo e espaço.

Com a popularização da internet e consequentemente dos browsers, foi adotado como padrão nos navegadores o protocolo http, ou seja, ao digitar qualquer endereço o navegador interpretava a requisição como sendo de uma página e adicionava automaticamente o prefixo http:// ao fazer uma requisição ao servidor.

As pessoas perceberam então que poderiam omitir esse prefixo, e convencionou-se a divulgar apenas o www.xyz.com.br. Uma coisa a menos para precisar lembrar.

No entanto o www não acompanhou o destino do http:// e continua até hoje, ocupando espaço desnecessário.

Tecnicamente não existe uma razão para digitar o www toda vez que você acessa um site. Digitar xyz.com.br é o suficiente pois o servidor sabe que se trata de uma requisição de uma página, o próprio navegador já passa essa informação.

Já pensou se toda vez que você fosse enviar um e-mail para alguém, ao invés de digitar fulano@xyz.com.br você tivesse que digitar fulano@mail.xyz.com.br? É exatamente a mesma coisa. O programa já avisa para o servidor que se trata de uma mensagem de e-mail, para que o usuário não tenha que se preocupar em guardar informações desnecessárias.

Além disso, a simples pronúncia do www acaba tomando mais tempo do que o próprio nome do domínio, que é infinitamente mais importante. A pronúncia da sigla www possui 9 fonemas (sílabas) ou seja, o triplo da palavra original World Wide Web que tem apenas 3 fonemas.

Isso sem contar os problemas que a palavra www traz às línguas que não tem o w em seu alfabeto originalmente, como é o caso do português. Na Espanha por exemplo pronuncia-se www como “uve doble, uve doble, uve doble” e na Finlândia “dvojité veh, dvojité veh, dvojité veh”. Mais fácil pular direto ao nome do domínio, não acha?

Existe até um site chamado no-www que prega o fim do uso do www nos endereços.

De acordo com o site, mais de 12.000 domínios já foram testados desde 2003, e todos eles funcionam perfeitamente bem sem o www.

Nesse mesmo site existe um sistema que você pode usar para testar o seu servidor e ver como ele responde às requisições com ou sem o www, questões de redirecionamento e várias outras informações técnicas.

Enfim, parecem existir mais razões para não utilizar o www do que para utilizar, mas se você prefere fazer as coisas à moda antiga, economize tempo: tanto o Internet Explorer quanto o Firefox completam o endereço automaticamente para você, basta digitar o domínio, por exemplo xyz e pressionar ao mesmo tempo as teclas Control+Enter, que ele adiciona o http://www e o .com.br.

quarta-feira, abril 12, 2006

Gooooooooooooooogle

Já vinha pensando nesse assunto há algum tempo, e a matéria do IDG Now e o relatório da Jupiter Research (PDF) confirmaram minha teoria.

De todas as pessoas que utilizam mecanismos de busca, 62% ficam com os resultados da primeira página, 19% vão até a segunda e apenas 9% chegam até a terceira.

Ou seja, se exatos 90% das pessoas chega ao máximo até a terceira página, por que é que o Google, Yahoo, e todos os outros mecanismos retornam 30, 50, 80 páginas de resultados?

Curiosidade : parece que o Google indexa até 89 páginas de resultados. Alguém confirma?

terça-feira, abril 11, 2006

Podcast em baixa

Em artigo publicado no eMarketer diz-se que o número de usuários americanos que regularmente faz download de podcasts chega a apenas 1% do total de internautas (algo em torno de 700.000 pessoas).

Algumas razões para o baixo número de ouvintes seria a falta de tempo e falta de conteúdo relevante nas transmissões.

segunda-feira, abril 10, 2006

Inovações da Apple

O novo notebook da Apple, chamado de Mac Book Pro, vem com uma inovação no mínimo curiosa.

Não estou falando do processador, memória, recursos multímidia ou qualquer outra maravilha tecnológica.

Trata-se de um conector de energia que é preso ao notebook por um meio magnético (imã).

Além de manter uma conexão sempre firme, caso alguém venha tropeçar no fio do seu mac, ele não vai parar no chão. O cabo simplesmente se desconecta e salva sua vida :)

quinta-feira, abril 06, 2006

Final da história

Enfim parece que a Saraiva tomou conhecimento do problema. A impressão que passa é que, para evitar maiores estragos, simplesmente tiraram o sistema de rastreamento do ar. Não é possivel mais acompanhar os pedidos através do site. O IDG Now! chegou a publicar uma matéria sobre o problema.

Até que enfim recebi meu pedido da Saraiva, depois de 7 dias de atraso, já descontados os 2 dias de prazo que me foram dados.

O mais interessante é que hoje, 1 dia depois de ter recebido a mercadoria, eles finalmente responderam meu e-mail. Coincidência? Eu acho que não :)

E agora, de volta à nossa programação

terça-feira, abril 04, 2006

Na compra de qualquer produto receba o cadastro de todos nossos clientes inteiramente grátis!!!

Após efetuar uma compra, e ser terrivelmente mal atendido (o que me levou a divulgar essa informação), percebi uma falha no sistema de rastreamento de pedidos que permite a qualquer pessoa, com um mínimo de conhecimento de programação e banco de dados, ter acesso aos dados cadastrais de qualquer pessoa que já tenha efetuado uma compra no site da Saraiva (e teoricamente de todas as lojas que utilizam o mesmo sistema).

Para fazer o rastreamento do pedido existe um link que executa uma query (consulta ao banco de dados) onde são passados o número da loja e o número do pedido do cliente.

Com esse número, gerado sequencialmente, é possível fazer quantas consultas você quiser, ou até mesmo gerar um script (série de instruções) que faz as consultas automaticamente e montar seu próprio banco de dados.

Para mostrar que não estou brincando, capturei algumas telas e omiti algumas informações para preservar os clientes.

Arrisco até dizer que alguém com um pouco mais de habilidade poderia facilmente ter acesso à muito mais informações.

Já aviso que as telas são toscas, para ninguém falar que fui em quem fez uma montagem. Quem já comprou na Saraiva pode confirmar.

Gostaria de deixar claro que minha intenção não é, em hipótese alguma, prejudicar ninguém. É exatamente por isso que não estou divulgando nenhum endereço, formula ou passo-a-passo para explorar a falha.

Apenas estou demonstrando como a combinação de um cliente insatisfeito e algumas falhas no sistema podem ser extremamente prejudiciais para seu negócio.

Detalhe, ainda não recebi o produto que comprei na Saraiva :(




sexta-feira, março 31, 2006

Ninguém visita meu site =(

Scott Heiferman, co-fundador do Fotolog publicou uma lista com 50 razões que levam as pessoas a não utilizar ou visitar um site.

Selecionei e traduzi as melhores (na minha opinião), adaptei algumas e deixei outras de fora pois só fazem sentido para os americanos. Veja também a lista original (em inglês).

  • Porque ele resolve um problema que elas não têm
  • Porque ele não resolve um problema que elas têm
  • Porque ele não faz elas economizarem tempo ou dinheiro
  • Porque ele não faz elas ganharem dinheiro
  • Porque ele parece uma propaganda, e as pessoas detestam propaganda
  • Porque ele é muito complicado, ao contrário do Google
  • Porque não tem gente sem roupa, gente famosa ou gente famosa sem roupa
  • Porque elas nunca ouviram falar dele
  • Porque elas não querem ler o que você quer que elas leiam
  • Porque ler a VEJA é mais interessante
  • Porque elas não entendem o que você esta dizendo
  • Porque ele usa muitos termos técnicos, e elas não entendem nada
  • Porque elas não querem sentir-se ou parecer burras
  • Porque ninguém disse que elas devem usá-lo
  • Porque elas simplesmente não ligam para o que tem nele
  • Porque não existe uma fila de gente esperando uma chance para usá-lo
  • Porque ninguém que elas conhecem usa o seu site
  • Porque ele é muito chato
  • Porque elas estão muito ocupadas, ou têm algo melhor para fazer
  • Porque ele não diz a razão pela qual elas devem utilizá-lo
  • Porque elas já tentaram uma vez mas alguma coisa deu errada
  • Porque ele não diz o que você quer que elas façam
  • Porque ninguém vai achar que elas são ultrapassadas se não usarem

quinta-feira, março 30, 2006

Super banner é seu amigo, vai salvá-lo do perigo!

Desde sua primeira aparição, em 25/10/1994, quando a AT&T pagou à HotWired para veicular o primeiro banner da história, ele se tornou um elemento comum em praticamente todos os sites na internet.

Como se não bastasse o formato original, agora chamado de full banner, foram criados diversos novos que incluem o super banner, half banner, vertical banner, layer banner, skyscraper, button, square button e uma infinidade de outros formatos catalogados, padronizados (ou nem tanto) e oferecidos pelos portais.

Independente do formato, tecnologia, local onde é veiculado, produto, serviço, marca ou qualquer outra coisa que alguém consiga pensar em colocar em um banner, a intenção é sempre a mesma: VENDER.

Mas, até onde esse formato de propaganda é viável? Ele proporciona realmente o retorno esperado?

Em 1997, quando a internet ainda engatinhava, o CTR médio de um banner chegava facilmente aos 5%, não era preciso ser criativo nem nada. Bastava colocar o banner e as pessoas clicavam.

No entanto o tempo passou e a velha fórmula não funciona mais.

Hoje o CTR médio de um banner varia entre 0,5% e 1% e precisa ser muitíssimo bem produzido e chamativo para que as pessoas se dêem ao trabalho de clicar.

Isso acontece basicamente por duas razões:

- Na web as pessoas não lêem como na vida real (linha por linha, parágrafo por parágrafo). Elas simplesmente correm os olhos através da página inteira, procurando "pistas" de algo que possa interessá-las, para então tomar uma decisão de clicar, ou continuar procurando. A não ser que um banner seja extremamente interessante as pessoas simplesmente não vão notá-lo.

- Assim como na vida real, as pessoas não gostam de ser interrompidas. Tome como exemplo os comerciais da televisão, ou do rádio. Ninguém gosta de ter sua música, seriado, filme ou jornal interrompido para ficar escutando sobre como o produto anunciado é maravilhoso. Na web é a mesma coisa. Se você quiser comprar algum produto ou contratar algum serviço, você sabe onde pode encontrá-lo. Ou, se não souber, pode sempre utilizar um mecanismo de busca. É exatamente por isso que os anúncios de texto do Google funcionam tão bem. Eles só aparecem quando a pessoa realmente quer vê-los.

Então, numa tentativa de reverter o declínio do velho banner, qual foi a idéia mais óbvia?

Vamos aumentar o tamanho do banner! Talvez as pessoas não estejam vendo os anúncios! Ao invés de míseros 468x60 pixels vamos fazê-lo com 728x90 pixels. Um aumento de mais de 130% na área deve funcionar! Certo? Errado!

A impressão que se tem de que os banners funcionam é só porque os anunciantes trabalham com números muito grandes. Investem dezenas de milhares de reais comprando milhões e milhões de impressões.

Um pacote de 1.000 impressões em um portal nacional, custa em média R$ 75,00 e gera aproximadamente 5 cliques (1000 impressões x 0.5% CTR). Ou seja, cada clique custou R$ 15,00.

Com os mesmos R$ 15,00 que foram gastos para conseguir apenas 1 clique no banner você conseguiria, por exemplo, bancar 30 cliques em um anúncio de link patrocinado (considerando um valor de R$ 0,50 para cada palavra-chave).

Qual a possibilidade de que a única pessoa que clicou no banner compre seu produto?

Qual a possibilidade de que alguma das 30 pessoas que clicaram no seu link patrocinado compre seu produto?

A menos que seu produto seja relevante para quem você está anunciando, ele passará despercebido, pelo simples fato de que as pessoas somente enxergam aquilo que querem comprar e não aquilo que você quer vender.

Banners apenas são interessantes quando inseridos em determinados contextos, como um canal para um público alvo específico, ou então quando produzidos por pessoas extremamente competentes e criativas, como por exemplo os banners premiados nos festivais de Cannes, One Show, Clio Awards, entre outros.

Antes de anunciar, ou oferecer uma divulgação através de um banner para seu cliente, pense em estratégias alternativas, campanhas diferenciadas e soluções inovadoras, afinal de contas, não existe nada de inovador em algo que foi criado há mais de 10 anos atrás.

quarta-feira, março 29, 2006

Era uma vez...

O primeiro banner a ser colocado na internet foi ao ar em 25/10/1994 , pago pela AT&T e veiculado pela HotWire.

Com ele surgiu o padrão de 468x60 pixels utilizado até hoje, conhecido como FULL BANNER.





Tradução : Você já clicou com seu mouse aqui? Você vai (clicar).

Interessante notar que 468 pixels de largura correspondia a 71% da largura total da tela na resolução padrão da época (640 x 480 pixels).

É a mesma porcentagem ocupada pelos 728 pixels de largura de um supper banner na resolução padrão de hoje (1024 x 768 pixels).

p.s. : a imagem não estava aparecendo no Internet Explorer, mas já foi corrigido.
Ooopssss...

Site da super hiper mega ultra (plus advanced) agência de publicidade McCann Erickson .

















Parece que até mesmo os grandes erram de vez em quando :)

terça-feira, março 28, 2006

O meu é maior !

Seu concorrente anuncia no mesmo portal que você? Faça um banner maior que o dele! Quem disse que tamanho não é importante?

Novamente o problema que foi apontado no artigo de ontem, dessa vez no portal do Terra.


Quem sai perdendo? Manager ou Catho?

segunda-feira, março 27, 2006

A concorrência mora ao lado (literalmente)

Que o site do seu concorrente está apenas a um click de distância você já sabia, mas nesse caso a concorrência realmente se adiantou.

Por uma infeliz coincidência os banners de duas empresas concorrentes, anunciando exatamente o mesmo produto, foram inseridos extremamente próximos e exatamente na mesma página. Detalhe que, um dos anunciantes é também o patrocinador do site.
























Eu sei que no site da WIRED os banners são exibidos de forma aleatória (ou pelo menos foi a impressão que tive após visitá-lo diversas vezes), mas isso é algo que nunca deveria acontecer.

Considerando que o CTR de um banner já é baixo, a revista deveria fazer de tudo para proporcionar o maior retorno possível para seu cliente.

Um controle simples, por exemplo algo baseado em palavras-chave na hora de cadastrar o banner, já seria suficiente para evitar esse tipo de situação.
Cadê meu .COM?

Registrar o domínio de uma pessoa famosa ou de uma marca para depois vende-lo por alguns milhares de reais costumava ser uma forma de ganhar dinheiro fácil e rápido na internet.

Hoje a tática mudou: registrar o domínio antes que o nome se torne famoso, para evitar assim possíveis problemas com advogados, processos, ou até firmar parcerias para o desenvolvimento e hospedagem de sites.

Veja o artigo completo na Wired

quinta-feira, março 23, 2006

Envie para um amigo

Todos os artigos agora tem a opção "envie para um amigo". Basta clicar no ícone do envelope logo abaixo do texto e preencher o formulário.

Você também pode acompanhar a atualização dos artigos usando um leitor de RSS clicando no link "adicionar feed" na barra direita. Funciona com todos os leitores de RSS.

Os links para artigos anteriores foram removidos, se quiser fazer uma busca, utilize a caixa de pesquisa "Search this blog"

terça-feira, março 21, 2006

Seth Godin de graça

Quer assistir uma palestra de 48 minutos do Seth Godin, de graça, na hora que você quiser, quantas vezes quiser ? (em inglês)



sexta-feira, março 17, 2006

E-mail e psicologia

Ao fornecer um formulário de contato ou endereço de e-mail as empresas criam em seus clientes (ou possíveis clientes) a expectativa de que receberão algum tipo de resposta ou contato, no entanto isso nem sempre acontece e acaba por frustar as pessoas. Em psicologia isso tem um nome : reforço negativo

Engana-se quem pensa que estou me referindo à pequenas empresas, que possivelmente não tem nem pessoal nem infra-estrutura necessárias para manter pessoas específicas para cuidar de sua presença on-line.

Digo isso por experiência própria, após ter enviado um e-mail para a revista EXAME, um contato via formulário para a editora CAMPUS e um contato via formulário para uma outra empresa de porte nacional.

Passadas 3 semanas ainda não recebi retorno algum de nenhuma delas, nada, nem uma resposta automática, nem um e-mail padrão, nem uma solução para o que eu havia perguntado, nem uma mensagem de erro.

Esse tipo de comportamento por parte das empresas passa para as pessoas a impressão de que o e-mail, como canal de comunicação/ relacionamento é um meio ineficaz, inconveniente e duvidoso, o que faz com que aos poucos deixem de utiliza-lo para recorrer a outros meios, como por exemplo o telefone.

Isso vai totalmente contra um plano de presença on-line eficaz que serve (ou pelo menos deveria servir) para que seus clientes possam entrar em contato nas horas que mais lhe forem convenientes, seja às 7 da manhã de uma segunda-feira ou as 2 da madrugada de um domingo, quando não existe nenhuma telefonista ou vendedor de plantão para atende-lo.

Ao fornecer ao seu cliente um formulário ou endereço de e-mail deixe claro quanto tempo você levará para fornecer uma respota, forneça os endereços de e-mail para os departamentos específicos de sua empresa se necessário (vendas, financeiro, rh) e explique de forma clara o que deve ou não ser enviado por e-mail (arquivos anexos por exemplo).

Não traumatize seus clientes, eles agradecem (e seus negócios também).

quinta-feira, março 16, 2006

Johnny Rupestre, o webdesigner do momento





Simplesmente fantástica essa campanha do SENAC lançada hoje para divulgar os seu novo curso técnico de Produção Digital Web e Multimídia.

A campanha conta com um banner (esse aí em cima) colocado em diversos portais, que levam para o site da figura, o Johnny, onde você encontra de tudo o que mais existe de amador, desde animações toscas em flash, efeitos sonoros nos links, games, publicidade; enfim mais amador impossível.

Para acompanhar a campanha foi criado também um blog e até colocaram o Johnny no orkut, com direito a perfil, comunidades, scraps e amigos.























Parabéns ao pessoal do SENAC :)

quarta-feira, março 15, 2006

fraudes.com

Sejam as ameaças reais ou apenas frutos da imaginação das pessoas, fato é que perde-se muito dinheiro (ou melhor, deixa-se de ganhar) na internet.

De acordo com artigo publicado no eMarketer, aproximadamente 60% de toda população americana não compra pela internet.

Das pessoas que utilizam a internet 36.6% não tem o hábito de fazer compras através da rede.












A principal causa apontada para não comprar pela internet foi o medo de fraude do cartão de crédito, 62% das respostas, em uma pesquisa divulgada pela Forrester Research em 2004.

Estima-se que de cada US$ 100 de compras efetuadas pela internet, utilizando-se um cartão de crédito, perde-se US$ 0,14 em fraudes contra US$ 0,05 em compras off-line.

Resta saber se grande parte desses problemas são de responsabilidade das empresas ou então erros dos próprios usuários/consumidores.
Atualizações do blog

Apenas uma nota de esclarecimento : por absoluta falta de tempo o blog passa a ser atualizado uma vez por semana, toda quarta-feira.

Obrigado.

segunda-feira, março 13, 2006

33,1 milhões de internautas

O número de pessoas que acessaram a internet no Brasil teve um aumento de 4,1% no último trimestre de 2005.

Foram 33,1 milhões de acessos, contabilizando acessos residenciais, no trabalho, escola e lugares públicos.

Veja a matéria completa no IDG Now!

quinta-feira, março 09, 2006

Google admite fraude e deve pagar US$90 milhões

Em um acordo negociado para dar fim ao processo que vinha correndo contra o Google, a gigante do mercado de buscas vai devolver US$90 milhões a todos os clientes que utilizaram o sistema de links patrocinados (AdWords e AdSense) desde 2002 e que foram vítimas de click-fraud.

Pode parecer muito dinheiro, mas esse valor representa pouco menos de 1% de todo o faturamento dos últimos quatro anos, que ficou em US$11,2 bilhões.

O anúncio do acordo foi feito após o fechamento da bolsa (Nasdaq) mas não impediu que as ações da empresa comecem a demostrar uma tendência de queda que já chega a 3%.

Enquanto isso o Yahoo! que também enfrenta problemas na justiça disse que pretende recorrer a todos os meios necessários para dar fim ao processo contra eles.

Leia o artigo completo na WIRED

terça-feira, março 07, 2006

Internet para quê?

Pode parecer mentira, mas existem pessoas (no caso, americanos) que simplesmente não se interessam por ter acesso à internet.

De acordo com pesquisa divulgada pelo eMarketer, a principal razão para não adotar o estilo de vida on-line seria :
  • 18% simplesmente não acham que a internet tenha algo que vale a pena ser explorado
  • 8% não sabem para que usar a internet
  • 4% acham que os computadores (pré-requisito para a internet) são muito caros
  • 39% outras respostas
  • 31% já acessam a internet do local de trabalho

domingo, março 05, 2006

Cliques fantasmas

Sua campanha de links patrocinados é um sucesso, os seus anúncios contam com milhares de impressões, centenas de cliques e o seu site tem centenas de visitas, mas até agora... nenhuma conversão?

Conhecido como Click Spam, Click Fraud ou Fraudulent Clicks esse problema foi levantado pela primeira vez em 2001 por Jessie C. Stricchiola, presidente da Alchemist Media, quando responsável por ações de marketing da Chase Law Group.

Desde então o assunto tornou-se um tabu até para gigantes como o Google (que já reconheceu publicamente essa falha), tendo sido tema de palestras em conferências internacionais de grande reputação como a Search Engine Strategies.

Basicamente o problema pode ocorrer de duas formas :
  • Por parte de concorrentes da empresa em questão, que tem como objetivo gastar / esgotar os créditos das campanhas de seus concorrentes, sem gerar nenhum retorno

  • Por parte das próprias companhias que fornecem o serviço de divulgação, que tem como objetivo inflar artificialmente o CTR das campanhas, iludindo os anunciantes com números falsos, gastando seus créditos e levando-os a investir mais dinheiro em suas campanhas
Nos dois casos as ações podem ser realizadas tanto por pessoas (como nesse caso amplamente divulgado na Índia) como também por bots (softwares automatizados), que são programados para clicar em listas de campanhas pagas.

De acordo com artigo do The New York Times, estima-se que dos US$ 2.4 bilhões investidos em publicidade on-line, US$ 10 milhões são perdidos ao ano nos EUA com esse tipo de fraude.

Interessante notar que 99% de toda a receita do Google (de acordo com artigo da Wired) provem dos seus sistemas de links patrocinados (56% do AdWords e 43% do AdSense). Estaria o Google indo contra seus conceitos (Don't be evil)?

Será que logo teremos esse tipo de problema no Brasil? Qual sua opinião?

sexta-feira, março 03, 2006

Internautas vão às compras (literalmente)

Segundo pesquisa realizada após o período do Natal, de todas as pessoas que fizeram buscas de produtos pela internet, 47% delas optaram por realizar suas compras indo até as lojas, através de telefone ou então outro meio que não a Internet.

Interessante notar que, de todos os entrevistados, 63% utilizaram a internet para efetuar busca dos produtos, sendo que 62% do total utilizaram para isso mecanismos de busca como Google e Yahoo!.

Esses dados servem de alerta para os profissionais de webmarketing pois esse comportamento acaba por distorcer os números relacionados ao resultado das campanhas veiculadas on-line, muitas vezes indicando um retorno muito abaixo (50%) do que realmente foi obtido.

O que você faria para solucionar esse problema?

quinta-feira, março 02, 2006

Webmarketing e Comunicação digital

Acontece em São Paulo, entre os dias 20 e 22 de março o curso sobre "Webmarketing e Comunicação digital" promovido pela WBI BRASIL.

A jugar pelos tópicos abordados, o curso tem tudo para ser show de bola e valer cada centavo dos R$ 950,00 cobrados pela inscrição.

Veja a programação completa e informações sobre inscrição diretamente no site do pessoal.

quarta-feira, março 01, 2006

Flash para que te quero

Muito bacana essa ferramenta que o rapaz desenvolveu em flash.

Trata-se de um mapa do mundo onde, cada vez que é publicada uma notícia, aparece um alerta e a chamada dizendo do que se trata.

Bem diferente da utilização do flash para aquelas introduções e animações de sites sem sentido, que nada mais são que um delírio criativo de quem as criou (ou de quem aprovou).

Saiu primeiro na Bizrevolution